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Eu tento, ao mesmo tempo em vão e sem vontade, fugir do último plano de Nós que aqui estamos por vós esperamos. O repouso, a calmaria, o contraste com o início do filme – como que ali, naquele instante, todas as histórias das pessoas desse breve século calassem, e no emudecer delas fosse a minha que falasse. E fala no repouso, na calmaria. Ao contrário das outras (falas/cenas), aqui não há ação, movimento. É esse meu cenário. O início e o fim – do que? de tudo, responderiam – já passaram, me deixando apenas um grande epílogo. Caminhando entre aquelas cinzas institucionalizadas, teimo em não transformá-las num prólogo. Eles se foram, eu fico. Mas não há sensação de presença. Apenas repouso e calmaria.
Minha voz sequer falaria, assim?
Eles me / nos esperam. E temo que não estejam sendo frustrados.

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