É uma tendência das artes plásticas pós-modernistas.
Isso aqui é uma pintura a óleo (de Ralph Goings) O.o

A descrição de Fredric Jameson pra esse tipo de estética:
“(…) extraordinárias superfícies das paisagens citadinas do fotorrealismo, no qual até um ferro velho brilha com um esplendor alucinatório. A hilaridade dessas novas superfícies torna-se ainda mais paradoxal quando se constata que seu conteúdo essencial - a cidade - tem se deteriorado, ou se desintegrado, de um modo tal que era, com certeza, inconcebível no início do século XX, e muito menos numa era anterior. Como a esqualidez urbana pode se transformar em um deleite para os olhos quando expressa em termos de transformação em mercadoria e como um salto quântico inédito na alienação da vida cotidiana na cidade pode ser expresso na forma de uma nova e estranha hilaridade alucinatória – são essas algumas das questões com que temos que lidar nessa altura de nossa investigação” (Em Pós modernismo: a lógica cultural do capitalismo tardio, p. 58).
E, acreditem-me, esse cara no chão é uma escultura de poliéster (de Duane Hanson). O menino na frente do espelho (de Ron Mueck) também =/. As outras pessoas nas fotos não, são verdadeiras…
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De novo Jameson:
“Aquele momento de hesitação e de dúvida, quando nos perguntamos se essas figuras de poliéster estão vivas e respiram, tende a se voltar para os outros seres humanos reais que se movem ao nosso redor no museu e transformá-los, por um breve instante, em simulacros mortos, apenas pintados com as cores da vida. Desse modo, o mundo momentaneamente perde sua profundidade e ameaça se tornar uma película brilhante, uma ilusão estereoscópica, um apanhado de imagens cinematográficas sem nenhuma densidade. Mas será que essa experiência é hilariante ou aterrorizante?” (Ibidem).
Uma estética coerente com uma sociedade para a qual tudo, inclusive o passado, são imagens contruídas, ficções…
